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Candomblé não é Umbanda

As duas são religiões afro-brasileiras.
Umbanda é a mistura do candomblé com espiritismo

Candomblé
Umbanda

Deuses: Orixás de origem africana. Nenhum santo é superior a outro. Não existe o Bem e o Mal, isoladamente.

Culto: Louvação aos orixás que "incorporam" nos fiéis, para fortalecer o axé (energia vital) que protege o terreiro e seus membros.

Iniciação:
Condição essencial para participar do culto. O recolhimento dura de sete a 21 dias. O ritual envolve o sacrifício de animais, a oferenda de alimentos e a obediência a rígidos preceitos.

Música:
Cânticos em língua africana, acompanhados por três atabaques tocados por iniciados do sexo masculino.

Deuses: As entidades são agrupadas em hierarquias, que vai dos espíritos mais "baixos" (maus) aos mais "evoluídos"(bons).

Culto:
Desenvolvimento espiritual dos médiuns que, quando "incorporam", dão passes e consultas.

Iniciação:
Não é necessária. O recolhimento é de apenas um ou dois dias. O sacrifício de animais não é obrigatório. O batismo é feito com água do mar ou de cachoeira.

Música:
Cânticos em português, acompanhados por palmas e atabaques, tocados por fiéis de qualquer sexo.



Ilustração: Luiz Iria
Da África ao Brasil, uma boa mistura

A principal diferença entre os vários tipos de candomblé é a origem étnica.
Há quatro tipos de candomblé: o Queto, da Bahia, o Xangô, de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul, e o Angola, da Bahia e São Paulo.
O Queto chegou com os povos nagôs, que falam a língua iorubá (em vermelho, no mapa). Saídos das regiões que hoje correspondem ao Sudão, Nigéria e Benin, eles vieram para o Nordeste. Os bantos saíram das regiões de Moçambique, Angola e Congo para Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo (em amarelo, no mapa). Criaram o culto ao caboclo, representante das entidades da mata.