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Os filhos-de-santo usam colares de contas nas cores de seu orixá. |
As divindades têm defeitos humanos
Em qualquer terreiro, a entrada dos orixás na festa segue sempre a mesma
sequência da ordem do xirê. Depois de despachar Exu, o primeiro
a entrar na roda é Ogum, seguido de Oxóssi, Obaluaiê, Ossaim,
Oxumaré, Xangô, Oxum, Iansã, Nanã, Iemanjá
e Oxalá.
Segundo a tradição, os deuses do candomblé têm origem
nos ancestrais dos clãs africanos, divinizados há mais de 5000
anos. Acredita-se que tenham sido homens e mulheres capazes de manipular as
forças da natureza, ou que trouxeram para o fgrupo os conhecimentos básicos
para a sobrevivência, como a caça, o plantio, o uso de ervas na
cura de doenças e a fabricação de ferramentas.
Os orixás estão longe de se parecer com os santos cristãos.
Ao contrário, as divindades do candombé têm características
muito humanas: são vaidosos, temperamentais, briguentos, fortes, maternais
ou ciumentos. Enfim, têm personalidade própria. Cada traço
da personalidade é associado a um elemento da natureza e da sua cultura:
o fogo, o ar, a água, a terra, as florestas e os instrumentos de ferro.
Na África Ocidental, existem mais de 200 orixás. Mas, na vinda
dos escravos para o Brasil, grande parte dessa tradição se perdeu.
Hoje, o número de orixás conhecidos no país está
reduzido a dezesseis. E, mesmo desse pequeno grupo, apenas doze são ainda
cultuados: os outros quatro - Obá, Logunedé, Ewa e Irôco
- raramente se "manifestam" nas festas e rituais. Veja, quem é
cada um dos principais orixás, suas características e seus símbolos.
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