Aos Neófitos Ilê Dara Ase Osun Eyn |
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(1) Olorun é também: |
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quando
regressou a Candeias, deixou to- dos os sintomas da doença com a tia, que mais tarde foi obrigada a procurar ajuda espiritual para se curar. A mãe casou-se novamente e deu a luz a mais dois filhos. O padrasto foi transfe-rido para Alagoinhas e levou consigo toda a família. Foram todos morar num sítio perto da cidade. Algum tempo depois a mãe e o padrasto se separaram, o que fez com que a família Reis retornasse a uma vida de sacrifícios. Pai Cido, para sobreviver, colhia jacas, abacates e outras frutas do sítio, colocava-as numa mula emprestada do vizinho e, junto com o irmão, que ficava sempre meio de longe, ia à cidade para vendê-las. Com o dinheiro fazia a despesa do dia e a trazia para a mãe. Conseguiu um emprego de cortador de carne num armazém do mercado, onde ficou alguns anos. A família toda transferiu-se então do sítio para a cidade. Assim que a mãe conseguiu uma banca no mercado, transferência de uma amiga, Pai Cido deixou o armazém e foi trabalhar com a mãe. Aí, as manifestações espirituais voltaram, o que o deixou muito mal psicologicamente. Procurou algumas casas para se curar, mas nada parecia dar certo. Decidiu então vir para São Paulo, para trabalhar e procurar um médico que o ajudasse. Chegou aqui no dia 24 de |
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Salvador
na Bahia. Foi o quarto filho de nove irmãos, sendo dois casais irmãos
gêmeos. O pai, Sr. Alcides Reis, marinheiro, falecido em 1954 de tuberculose, o que obrigou a mãe, Dna. Zilah Reis, e os filhos a uma vida bem mais modesta, passando humilhações e dificuldades. Iniciava-se uma sofrida trajetória. Em 1964, num trágico acidente de ônibus Pai Cido perdeu dois irmãos. Dna. Zilah lamentou a morte dos filhos até o final de sua vida. A família Reis, depois desse triste episódio, resolveu deixar a ilha e mudar-se para Candeias (BA). Pai Cido, então com 15 anos, foi trabalhar como balconista num Café e Leite, caminhando diariamente 3 horas para ir e voltar do emprego. Foi neste café que ele começou a sentir as primeiras manifestações espirituais. Porém, a primeira manifestação realmente forte foi com o espírito de pai, num momento de desespero. Pai Cido já não trabalhava mais no café. Começou a sentir todos os sintomas da doença que matou o pai e ter todas as reações dele, sem, no entanto, estar doente fisicamente. Isto o fez voltar para a ilha onde ficou hospe-dado na casa de uma tia. Ignorando que a tiaera uma médium de transporte, Pai Cido curou-se quase que imediatamente. Mas |