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perfumou-se, colocou suas jóias de cobre... e o tempo passou. Quando já estava pronta e resolveu sair, a guerra já havia acabado.
Òsun proteje as mulheres parturientes e seus bebês (até que adquiram domínio sobre um idioma e persona-lidade próprios, passando assim para os cuidados de Yemojá). Òsun é a rainha
de todas as crianças,
sua
provedora, aquela que vela por estes seres.
  0sogbó, então este peixe saltou sobre as mão de Laro, que a partir desse momento recebeu o título de Atáója - aquele que recebe o peixe (ejá) - e declarou "Òsun Gbó" (Òsun está em estado de maturidade). Essa foi a origem do nome da cidade de 0sogbó, onde até hoje os descendentes de Laro honram a aliança com o rio Òsun.
É através dos peixes que Òsun demonstra sua gratidão e sela a aliança com aqueles que ama. Hoje a festa do presente de Òsun é uma tradição no llè Dara Asé Òsun e jamais poderia deixar de acontecer, porque, assim como fez com Laro, Òsun também selou um pacto com babalorisá desta casa.
  Ela tem remédios gratuitos e dá mél para as crianças beberem, quando as cura não apresenta honorários ao pai.
Òsun gosta de presentes, flores, perfumes, jóias e bonecas. No llè Dara Asé Òsun Eyn, todo terceiro domingo do mês de dezembro, é realizada a festa do presente de Òsun. Um grande balaio contendo tudo que Òsun mais gosta é entregue nas águas por 0sóssi ou Logun Edé. Òsun mostra sua gratidão com uma grande chuva que todos os anos abençoa esta casa. Porém, no primeiro ano em que o presente foi entregue, algo muito especial aconteceu. Mas antes de relatar este fato temos que nos remeter à cidade de 0sogbó, onde até hoje Òsun reina absoluta.
Laro, fundador da dinastia de 0sogbó, após muitas atribulações veio instalar-se às margens do rio Òsun, onde as águas correm permanen-temente. Laro encontrou o lugar favorável para estabelecer uma cidade e ali se fixou seu povo. Dias depois, uma de suas filhas foi banhar-se no rio e desapareceu sob as águas. No dia seguinte retornou soberbamente vestida, declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. Grato, Laro dedicou-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em um sinal de aceitação, as oferendas que Laro havia jogado nas águas. Um grande peixe cuspiu-lhe água ele a recolheu numa cabaça e bebeu: estava selada a aliança entre o rio e o rei de
  Da primeira vez que o presente foi ofertado acompanharam o balaio até as águas pessoas ilustres do Asé, que relataram com emoção o fato que presenciaram. Entre essas estavam o babalorisá Eduardo de Logun Edé (Eduardo Rechilié), um nigeriano cujo Orunkó e Ògún Dijó (também conhecido como Baió) e o Asogun Pai Hélio de Osalá. As margens do rio, o pescador que conduziria o barco informou que os levaria a um local calmo, sem pescadores, porque há dois anos não se encontrava nenhum peixe por lá. Logun Edé conduzia o presente. Chegando no local estipulado começaram a rezar para Òsun, os mais belos cânticos eram tirados ao som do Adjá. Enquanto o balaio era ofere-cido um grande peixe, para espanto e encantamento de todos, pulou do fundo do rio, bateu no peito de Logun Edé e caiu dentro do balaio, enquanto este calmamente afundava nas aguas aos gritos de Eri iyè iyè ó. Retornando, o africano Baió (que não fala português) não tinha palavras para descrever tal cena e entusiasmado gritava: - Babá, babá, adora ejá!!! Eri iyè iyè ó, salve Òsun, nossa mãe querida, rainha deste Asé, que abençoa seus filhos com as chuvas tropicais do verão e sela sua aliança através dos peixes dos rios.