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sagrados podem substituí-las, por que estão ligados as Iyámi e consequentemente a Osun, as penas azuladas do Aluko e as esverdea-das do Agbe garantem a felicidade e o progresso aos iniciados.
0utra lenda conta, que quando todos os Orisás chegaram à Terra, organizavam reuniões onde as mulheres não eram admitidas. Indignada por ser posta de lado, Òsun tornou as mulheres estéreis, os campos inférteis e nenhuma das resoluções dos deuses obtiveram resul-tados favoráveis. Sem saberem o que acontecia, os Orisás foram consultar Olodumaré, o Deus Supremo, que lhes informou que sem Òsun e o seu poder sobre a fecundidade, nada daria certo. Retomando, convidaram Òsun para participar das reuniões,
restritos do Ronkó e nas saídas públicas. Quando o embrião se forma no útero imediatamente o sangue e retido e forma-se a placenta, que está permanentemente ligada ao feto através do cordão umbilical e mantém a sua vida. Esse acúmulo de sangue proporciona a vida do bebê, o sangue mandado por Òsun é a existência da vida, pois a menstruação é para as mulheres uma bênção de Òsun, revela a realidade de seu poder: a possibilidade de gerar filhos.

É na placenta que se aloja o destino de cada ser, seu Odu, que coloca em jogo a vida da criança e de sua mãe. Quando uma criança nasce se a placenta não for retirada a mãe certamente morrerá, é o sangue que jorra sobre a criança no
depois de muito insistirem ela aceitou. A partir deste momento as mulheres tomaram-se fecundas e tudo passou a dar certo.
Òsun é o poder do nascimento dentro do Candomblé, pois quando uma pessoa se inicia ela está nascendo; o babalorisá ou a lyálorisá está gerando um novo filho. Òsun foi a primeira Iyàlorisá que fez da galinha-d'Angola Adosú. Òsun é a força das águas doces que está relacionada à feitura, a força constante na vida dos iniciados e de seu babalorisá
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dia do nascimento que a consagra à vida.
No Candomblé, o sangue é um elemento vital para o Orixá. 0 ser humano reside num grande Igbá chamado de Terra (lgbà Ayè) e o Orisá nasce do Igbá (assentamento), nosso Orisá é o próprio mundo em que vivemos. A pedra, Okutá, é o próprio Orisá, o sangue dos sacrifícios lhe dá força e vida.
0 Igbá é a panela onde se dá de comer ao Orisá, a sua morada. Em 0sogbó o Igbá de Òsun é uma grande panela de barro. Erroneamente, em muitas
Todo iniciado no Candomblé é Adosú, ou seja, possui 0sú. Essa é a principal fase da iniciação, quando é aberta no centro da cabeça a passagem para o Orisá penetrar.
Sendo Òsun a senhora da fecundidade e a iniciação no Candomblé um nascimento, ela se faz presente em todos os momentos da feitura, é a dona do 0sú, aquela que traz a possibilidade de comunicação com os Orisás. Quando um óvulo é fecundado Òsun se faz presente, vai proteger o feto e assegurar sua vida a partir deste momento, passando pelo seu nascimento e crescimento até que adquira domínio sobre um idioma. No Candomblé o proces-so é parecido, Òsun é evocada nos atos

.casas de Candomblé o Igbá é mantido permanen-temente temperado.

0 filho-de-santo, após dar Ossé (limpeza), coloca sal, mel, dendê e outros ingredientes no Igbá, sem saber que quando se faz isso está convidando o Orisá para comer, para receber um sacrifício e se isso não acontece acumula-se uma dívida com o Orisá, porque os temperos ativam a sua energia para receber a oferenda. Além de ser a panela onde nosso Orisá reside e se alimenta, o Igbá, especialmente das Yabás, é uma reconstituição do ventre materno, por isso são fechados e rodeados por pratos e colheres de pau, representando a comunhão das grandes mães na divisão dos alimentos.