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YEMANJÁ

 

Y emanjá seria a filha de Olokun, Deus em Benin, ou deusa de Ifé e do mar. Numa das histórias ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, o Senhor das Adivinhações, depois com Olofin, o Rei de Ifé. Com este último teve dez filhos, cujos nomes enigmáticos parecem corresponder a outros tantos outros Orixãs. Yemanjá, conta uma das lendas, cansada de sua permanência em Ifé, fugiu em direção ao oeste. Outrora, Olokun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparo, pois não se sabia o que poderia acontecer amanhã, com a recomendação de quebrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim Yemanjá foi instalar-se no entardecer da terra oeste. Olofin, Rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Yemanjá ao invés de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. O rio criou-se na mesma hora levando-a para Okun (o oceano), lugar de residência de Olokun, seu pai. Deusa das águas, mares e ocenaos, esposa de Osalá e mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade. Yemanjá: Ye-Omo-Yá - mãe de todos os peixes, que são seus filhos e estão contidos em suas entranhas de água. Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma. Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra. Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o

 


abebe (espelhinho) e pulseiras. Em alguns mitos ela é considerada como sendo mulher de Oranyan, descendente de Odùdùwa, fundador místico de Oyo, de quem ela concebeu Sàngó (o Orixá patrono do trovão e ancestral divino da dinastia dos Alafin, reis de Oyo). Desta forma ela se vincula ao fogo, o fogo aparece como uma interação de água e ar. Na Nigéria ela é patrona da sociedade Gelede, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras. No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Yemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centena de milhares de adeptos vão, cerca de meia moite, acender velas ao longo das praias e jogar flores e presentes no mar. Diz-se que na Bahia há sete Yemanjás:

YEMOWÔ (que na África é mulher de Osalá), YAMASSÊ (que é a mãe de Sàngó), YEWA (rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá), OLOSSÁ (lagoa africana na qual desaguam os rios),
YEMANJÁ OGUNTÉ (a que casa com Ògún Alagbedé),
YEMANJÁ ASÈSSU (muito voluntariosa e respeitável),
YEMANJÁ SABA (é a mais jovem).