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ÒSÙMÀRÉ

 

Ò sùmàré era um babalaô (senhor predestinado a adivinhação) e não um babalorix's (predestinado ao meridiologun), por isso que alguns filhos de Òsùmàré não incorporam. Filho de Nánà, em uma das lendas, e irmão de Obalúayé. Ele se paramenta de búzios como o bradjá (longos colares enfeitados de maneira a parecer escamas de serpentes) e com colar de lagdbá (relação com a terra e os ancestrais). Representa a sabedoria, o equilíbrio ecológico e a evolução. Patrono do arco-íris e outros fenômenos da atmosfera, está relacionado com o conceito de terra e infinito. Símbolo da fecundidade e da eternidade.
Ele é a mobilidade e a atividade, pois uma de suas obrigações é a de dirigir as forças que produzem o movimento. Ele é o Senhor de tudo que é alongado: do cordão umbilical. Este está sob seu controle e é enterrado geralmente sob uma palmeira, que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore. É o símbolo da continuidade e da permanência e; algumas vezes, é representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda. Enrola-se também em torno da terra para impedi-la de se desagregar. Acredita-se que se perdesse as forças seria o fim do mundo, eis uma excelente razão para não negligenciar suas oferendas. Sendo ao mesmo tempo macho e fêmea, esta natureza aparece nas cores vermelha e azul que cercam o arco-íris. Ele representa também o bem, a riqueza e os benefícios mais apreciados no mundo dos iorubás. Daí a lenda que no fim do arco- íris do qual é seu patrono, encontra-se um pote de ouro para ser dado ao homem quando da sua vinda à terra. Os eleguns de Òsùmàré trazem na mão um
 


Eberi (espécie de vassoura feita com nervuras das folhas das palmeiras), outras vezes seguram também uma serpente de ferro forjado.
Suas oferendas devem ser entregues em lagoas ou em poços de água. O lugar de origem deste Orixá seria Mahi, no ex-Daomé. ÒSÙMÀRÉ é o Orixá da riqueza e é chamado de Ajé Sàlugá na região de Ifé, onde se diz que chegou entre os 16 companheiros de Odùdùwa.
Ele é simbolizado por uma grande concha. Os Orikis (rezas) de Òsùmàré são bastante descritivos como esta: "Òsùmàré que fica no céu, controla a chuva que cai sobre a terra, chega à floresta e respira como o vento. Pai, venha até nós para que cresçamos e tenhamos longa vida."
Dizem que Òsùmàré vive no céu e vem à terra para beber água e que carregou a água do mar para o palácio de Sàngó. Pela lenda, este babalaô começou a vida com um longo período de mediocridade e mereceu, por esta razão, viver explorado por Olofim - Odùdùwà, rei de Ifé. Consultava a solte de 4 em 4 dias, mas o rei remunerava mal o seu serviço e ÒSÙMÀRÉ vivia num estado de semi-penúria. Um dia foi chamado por Olokum, o mais rico dos Orixás, cujo filho sofria de um estranho mal: não conseguia manter-se sobre as próprias pernas. Os cuidados de Òsùmàré curaram a criança e este voltou para Ifé repleto de presentes e muito ricamente vestido do mais belo azul. Olofim, para rivalizar-se em generosidade com Olokum, deu-lhe ainda uma roupa vermelha. Olodumaré ( o Deus, Supremo) sofria da vista e mandou chamar ÒSÙMÀRÉ. Uma vez curado, recusou-se a se separar dele. Desde então ele reside no céu, só retornando à terra no arco-íris.