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ORIGEM DO
CANDOMBLÉ: IFÉ

A antiga cidade de Ifé, ao sudo-
este da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como a capital religiosa e artística do territó-
rio que cobria uma parte central da atual Repúbliuca do Daomé. É a fon-
te mística do poder e da legitimida-
de, o berço da consagração espiri-
tual, e para onde voltaram os restos
mortais e as insígnias de todos os reis iorubás.
A civilização de Ifé, ainda hoje, é
pouco conhecida e apresenta uma
criação artística variada do realis-
mo, enquanto que a maioria da arte
africana é abstrata. O material em-
pregado na arte de Ifé espanta e
abisma qualquer historiador, inclu-
indo os próprios africanistas. Ao lado
das esculturas em pedra e terraco-
ta (argila modelada e cozida ao
fogo) tradicionais na África, estão
as esculturas em bronze e artefatos
em pérola.
Uma das artes mais conhecidas

 

é a de Lajuwa, que segundo o povo
de Ifé permaceu no palácio real,
mostrando os vestígios em terraco-
ta, antes de ter sido redescoberta.
Lajuwa foi o camareiro de Oni (so-
berano do reino de Ifé ou Aquele
que possui). A atribuição dessa ter-
racota a Lajuwa não é estabelecida
de maneira segura, entretanto a
escultura foi preservada e conser-
vou uma superfície lisa, ainda que o
nariz tenha sido quebrado.
A maior parte das descobertas
das obras foi feita nos BOSQUETES
SAGRADOS: vastas extensões de
terras situadas no coração da sava-
na. Cada uma destas descobertas
é consagrada a esta ou aquela di-
vindade, entre elas:
- BOSQUETE SAGRADO DE
OLOKUM: cobre uma superfície de
250 ha, ao norte da saída da cidade
de Ifé. É dedicado a OLOKUM, di-
vindade do mar e da riqueza.
- BOSQUETE SAGRADO
D'IWINRIN: encerra numeroso te-
souro artístico, testemunhado, na
maior parte, uma arte extremamen-

 


"O material
empregado na
arte de Ifé espanta
e abisma qualquer
historiador,
incluindo os próprios
africanistas."

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te realista e refianada. Uma delas é
de um personagem com 1,60 m de
altura, sentado num banco redon-
do, esculpido em quartzo e provido
com um braço curvado para dentro
em forma de anél. Apoia o braço em
um tamborete retangular com qua-
tro pés, sendo ladeado por dois
outros de igual tamanho natural, um
dos quais tem na mão a extremida-
de de uma vestimenta cortada.
Supõe-se que o artista tenha ma-
nuseado a argila crua em separa-
do. Depois de concluído foi seca ao