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Aos Neófitos
"...quanto mais se aprende, mais se precisa aprender..."

Ilê Dara Ase Osun Eyn
"No princípio era o verbo... não havia nada. E o verbo como o nada era tudo
que havia... E os filhos da evolução, da desordem, foram os elementos e dos
elementos foi a vida e a vida foi o homem.
Então o homem chamou o nada e verbo de Olorum(1), Senhor de todos os seres
espirituais, das entidades divinas e dos ancestrais."

   

(1) Olorun é também:
Alàabalaase:
Aquele que é ou possui o propósito e poder de realização.
Oba Arinum Roode:
Senhor que concentra em si mesmo, tudo que
é ubterior e tudo que é exterior, tudo que é manifesto e tudo que é oculto.

Olodumaré: o Senhor do Destino Eterno, o Senhor do céu.


O Babalorixá Pai Cido de Osum Eyn
nasceu no dia 10/08/1949 na
ilha Madre de Deus, vizinha de
quando regressou a Candeias, deixou to-
dos os sintomas da doença com a tia, que mais tarde foi obrigada a procurar ajuda espiritual para se curar.
A mãe casou-se novamente e deu a luz a mais dois filhos. O padrasto foi transfe-rido para Alagoinhas e levou consigo toda
a família. Foram todos morar num sítio perto da cidade.
Algum tempo depois a mãe e o padrasto
se separaram, o que fez com que a família Reis retornasse a uma vida de sacrifícios.
Pai Cido, para sobreviver, colhia jacas, abacates e outras frutas do sítio,
colocava-as numa mula emprestada do
vizinho e, junto com o irmão, que ficava
sempre meio de longe, ia à cidade para
vendê-las. Com o dinheiro fazia a despesa do dia e a trazia para a mãe.
Conseguiu um emprego de cortador
de carne num armazém do mercado, onde ficou alguns anos. A família toda transferiu-se então do sítio para a
cidade. Assim que a mãe conseguiu uma banca no mercado, transferência de uma amiga, Pai Cido deixou o armazém e foi trabalhar com a mãe.
Aí, as manifestações espirituais voltaram, o que o deixou muito mal psicologicamente.
Procurou algumas casas para se curar, mas nada parecia dar certo.
Decidiu então vir para São Paulo, para trabalhar e procurar um médico que o ajudasse. Chegou aqui no dia 24 de
Salvador na Bahia. Foi o quarto filho de nove irmãos, sendo dois casais irmãos gêmeos.
O pai, Sr. Alcides Reis, marinheiro, falecido em 1954 de tuberculose, o que obrigou a mãe, Dna. Zilah Reis, e os filhos a uma vida bem mais modesta, passando humilhações e dificuldades.
Iniciava-se uma sofrida trajetória.
Em 1964, num trágico acidente de ônibus Pai Cido perdeu dois irmãos. Dna. Zilah lamentou a morte dos filhos até o final de sua vida. A família Reis, depois desse triste episódio, resolveu deixar a ilha e mudar-se para Candeias (BA). Pai Cido, então com 15 anos, foi trabalhar como balconista num Café e Leite, caminhando diariamente 3 horas para ir e voltar do emprego.
Foi neste café que ele começou a sentir as primeiras manifestações espirituais.
Porém, a primeira manifestação realmente forte foi com o espírito de pai, num momento de desespero. Pai Cido já não trabalhava mais no café. Começou a sentir todos os sintomas da doença que matou o pai e ter todas as reações dele, sem, no
entanto, estar doente fisicamente. Isto o fez voltar para a ilha onde ficou hospe-dado na casa de uma tia. Ignorando que a tiaera uma médium de transporte, Pai Cido curou-se quase que imediatamente. Mas